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A FILHA DA MINHA MADRASTA

Episódio 1
O meu nome é Ivan. Sou órfão de mãe desde os meus 12 anos. Hoje tenho 22 e, durante todo esse tempo, vivi apenas com o meu pai. Depois da morte da minha mãe, o meu pai dedicou-se completamente a mim e ao trabalho. Preocupava-se tanto comigo que deixou de lado muitas coisas para aproveitar o tempo livre ao meu lado. Graças a Deus, tornámo-nos não apenas pai e filho, mas também grandes amigos. Com o passar dos anos, o meu maior desejo era ver o meu pai encontrar uma mulher que voltasse a trazer alegria ao coração dele. E, finalmente, esse desejo realizou-se. O meu pai começou a namorar uma senhora de outra província fora de Luanda, uma senhora de Benguela. Ele falava-me constantemente sobre ela, sobre o quanto estava apaixonado e sobre como se sentia feliz mesmo a distância. E eu também estava feliz por vê-lo seguir em frente, dez anos depois da morte da mamã. Tudo o que eu queria era conhecer a mulher que tinha conseguido devolver aquele brilho aos olhos dele. E, finalmente, esse dia chegou. Num sábado, o meu pai avisou-me de que, na manhã seguinte, a namorada dele chegaria acompanhada da filha. Fiquei bastante entusiasmado, pois estava ansioso pra conhecer as duas. No domingo, depois de o meu pai ir buscá-las ao aeroporto, fiquei à espera em casa. Quando finalmente chegaram, tive uma surpresa. A filha da namorada do meu pai era simplesmente linda, tenho que admitir. Fiquei tão impressionado que era notável, por alguns segundos, até me esqueci do que ia dizer. Mas respirei fundo e tentei manter a postura. Disse sorrindo: - Olá, sejam bem-vindas! A namorada do meu pai sorriu e respondeu: - Obrigada, querido! Wau, és muito bonito, igualzinho o teu pai. Sorri, um pouco envergonhado. - Muito obrigado, tia. Foi então que ela apontou para a jovem ao seu lado. - Esta é a Luciana, a minha filha. Estendi a mão para cumprimentá-la, mas, para minha surpresa, ela aproximou-se e deu-me um abraço. - Prazer em conhecer-te, irmãozinho! Naquele instante, fiquei sem reação. Respondi, tentando disfarçar o meu nervosismo. - O prazer é todo meu. Mas, por dentro, a minha cabeça estava uma confusão. Irmãzinha? Não, não, não! Essa parte da história eu não tinha decidido ainda. O meu pai interrompeu os meus pensamentos: - Ivan, pega as malas enquanto apresento a casa às duas. Respondi; - Está bem, papá. Saí para buscar as malas, mas confesso que ainda estava a tentar recuperar a compostura. Possas, existem mulheres bonitas neste mundo ya! E logo a filha da futura esposa do meu pai? A vida também gosta de brincar connosco! Depois de levar as malas para a sala, o meu pai aproximou-se e deu-me mais algumas instruções. - Leva as malas para o quarto da Luciana e depois prepara alguma coisa para vocês comerem. Eu e a Fátima vamos sair agora, vamos demorar. Fátima era o nome da namorada dele. - Está bem, papá. A tia Fátima também se aproximou e acrescentou: - Ivan, não deixes a Luciana sentir-se sozinha, está bem? Ela é um bocadinho tímida. Olhei para ela e respondi com confiança: - Pode deixar comigo, tia Fátima! Naquele momento, eu ainda não fazia ideia do que significava ficar responsável por aquela rapariga. Peguei nas malas e levei-as para o quarto da Luciana. Bati à porta e ouvi a voz dela lá de dentro: - Entra, estou no quarto de banho! Entrei, deixei as malas num canto e avisei: - Trouxe as tuas coisas. Ela respondeu tranquilamente: - Está bem, podes deixar aí. Voltei à sala para buscar o que ainda faltava. Quando regressei, não voltei a bater à porta porque pensei que ela ainda estivesse no quarto de banho. E foi aí que cometi o meu primeiro grande erro naquele dia. Ao entrar, encontrei a Luciana sentada na cama, semi-nu@, a terminar os seus cuidados pessoais, passando creme, como quem estivesse bem acomodada. Fiquei imediatamente envergonhado e desviei o olhar: - Desculpa! Pensei que ainda estivesses no banho! Mas ela não pareceu incomodada. Pelo contrário, olhou para mim com a maior naturalidade do mundo e respondeu, sorrindo: - Relaxa, maninho! Maninho?! Saí dali a tentar compreender aquela situação. Mas havia uma pergunta que não me saía da cabeça: A tia Fátima tinha mesmo a certeza de que a Luciana era tímida? Porque, se aquilo era timidez, eu já estava com medo de descobrir como seria quando ela se sentisse completamente à vontade!